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O que fazer em Lisboa: atrações e dicas imperdíveis

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Guia completo com nossas dicas de Lisboa: sobre o destino, como chegar, como se locomover, onde ficar, o que fazer e como montar seu roteiro.

A capital portuguesa certamente foi uma surpresa positiva e nos fazer ver uma cidade com aspectos por vezes familiares com ares europeus e cosmopolita. Assim, reúno aqui todas as dicas de Lisboa, depois de uma temporada de 2 meses e meio nela. Ou seja, dos principais pontos turísticos aos passeios pelas regiões mais pitorescas: o que fazer em Lisboa. Aliás, sobre os cantinhos da cidade, também vou listar as melhores opções de onde ficar em Lisboa, além de outras sugestões para uma viagem bem bacana por lá.

SOBRE LISBOA

Lisboa é uma cidade onde o antigo da arquitetura, dos clássicos azulejos e do bonde tem ares modernos, com áreas revitalizadas, novas lojinhas de tudo e, sobretudo, cosmopolita, com turistas de todo o mundo. Solar, colorida, cheia de espaços abertos e mirantes (lá se diz miradouros), é uma delícia de cidade para passear, entre suas ladeiras com vistas impactantes do Rio Tejo, da Ponte 25 de abril e do Cristo Rei ao fundo. Além disso, é um lugar cheio de história, com muitas referências à Época das Navegações. Mas, antes de mais nada, também é um lugar excelente para aproveitar a gastronomia e comer iguarias deliciosas, como os pastéis de Belém e bacalhau.

COMO CHEGAR

Uma vez que o aeroporto de Lisboa fica relativamente perto da área central da cidade, considero bem válido investir num táxi/uber, como optamos por fazer. Aliás, dá para simular antes da viagem quanto fica até a área do hotel. Por exemplo, do aeroporto à nossa rua no Príncipe Real o uber fica em 8 euros.

Por outro lado, imagino que ir de metrô possa ser válido para quem viaja sozinho e quer economizar bastante. Existe uma estação no aeroporto, na linha vermelha. No entanto, é necessária uma baldeação à área central, que pode ser feita na Estação Alameda, para a linha verde que segue à Baixa-Chiado, ou na Estação São Sebastião, para pegar a linha azul, que segue à Marquês de Pombal.

COMO SE LOCOMOVER EM LISBOA

Apesar de Lisboa ser uma cidade com muitas ladeiras, priorizamos andar a por ela. Isso incluiu, no nosso caso, Baixa, Chiado, Avenida Liberdade, Parque Eduardo VII, Príncipe Real, Estrela e Campo de Ourique.

Nesse sentido, os ascensores, como o da Glória, podem dar uma ajudinha a subir ao Bairro Alto. Ou ainda o Elevador de Santa Justa, da Baixa ao Chiado.

Para os seguintes passeios usamos outras alternativas. Você pode investir em uber/táxi ou:  subir Alfama/Graça de bondinho 28E ou de Tuk Tuk. Belém e LX Factory de bondinho 15E. Parque das Nações de Metrô.

Aliás, para uso nos transportes públicos, existe esse cartão recarregável que também dá um descontinho: Viva Viagem

PASSES DE ATRAÇÕES EM LISBOA

Uma vez que ficamos um tempo longo em Lisboa, não cogitamos usar o cartão Lisboa Card

Porém, vale fazer as contas. A saber, ele inclui transporte, atrações gratuitas e descontos em outras e é vendido nas lojas Ask Me, que existem no aeroporto, Praça do Comércio e Praça dos Restauradores.

O QUE FAZER EM LISBOA: POR REGIÃO

Antes de mais nada, Lisboa tem muita coisa bacana para fazer. Assim, separamos as principais atrações de Lisboa que conhecemos por região: Belém, Baixa, Chiado, Avenida Liberdade, Praça Marquês de Pombal, Alfama, Graça, Cais do Sodré, Alcântara. Bem como: Príncipe Real, São Bento, Estrela e Campo de Ourique (estas com uma pegada mais local que os demais). 

BELÉM

Belém é uma região profundamente ligada à Época das Navegações e concentra das mais importantes atrações turísticas de Lisboa. Aliás, além dos pontos turísticos que destaco abaixo, alguns importantes museus também ficam nessa área, como o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia –  MAAT e o Museu Nacional dos Coches

PASTÉIS DE BELÉM

É simplesmente o pastel de Belém original, criado em 1837. Desta maneira, é uma atração turística imperdível ir à pastelaria. Eles são realmente maravilhosos, além de serem o mais clássico pastel de Belém do mundo!

Dica sobre o que fazer em Lisboa

MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS

Considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, o Mosteiro é uma das principais atrações de Lisboa. Sua construção se iniciou no início do século 16, no contexto de desenvolvimento da região das navegações portuguesas. Além disso, ele é tido como obra-prima do estilo manuelino.

Como nós chegamos cedo, compramos na hora sem muita fila. Mas vale conferir as informações de ingresso para o Mosteiro dos Jerônimos aqui

Mosteiro dos Jerónimos: Atração imperdível em Lisboa

PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS

Monumento em frente ao Rio Tejo originado na Exposição do Mundo português, a fim de homenagear os envolvidos na Época dos Descobrimentos portugueses, em 1940. A versão atual é de 1960, uma vez que a primeira era de material perecível.

TORRE DE BELÉM

Um pouco adiante do Padrão dos Descobrimentos, seguindo-se o Rio Tejo, se encontra a Torre de Belém, uma das atrações mais emblemáticas de Portugal. Patrimônio Mundial pela UNESCO, trata-se de uma fortificação do século 16, em estilo manuelino. Ainda que ela tenha surgido no contexto de defesa, com o passar dos anos, assumiu outras funções, como masmorras para presos políticos, registro aduaneiro e farol.

Nós não entramos na Torre, mas é possível visitar suas instalações e ter acesso ao terraço. Assim, vale conferir antecipadamente as informações sobre os ingressos da Torre de Belém

Como chegar em Belém:

Uma das principais maneiras de chegar em Belém é de bondinho. O elétrico 15 sai da Praça da Figueira (arredores do Rossio) e antes de chegar em “Belém – Jerónimos” passa pela Praça do Comércio e Cais do Sodré.

BAIXA

A Baixa é nada mais nada menos que o centro de Lisboa e onde está a Estação do Rossio e a Praça dos Restauradores, coração da cidade.

PRAÇA DO COMÉRCIO

A Praça do Comércio, ou o Terreiro do Paço, é um dos principais cartões postais de Lisboa. Ampla e com o Rio Tejo à frente, ela foi já foi morada da família Real séculos atrás. Nela, vale atentar para o Arco da Augusta, o Arco do Triunfo lisboeta.

CHIADO

Um dos mais icônicos bairros de Lisboa, que reúne locais e turistas e junta charme, lojinhas, cafés, praças e a livraria mais antiga do mundo.

ELEVADOR DE SANTA JUSTA

Eu acabei não subindo o Elevador de Santa Justa, pois morando no Príncipe Real, eu descia ladeiras para chegar ao Chiado. No entanto, para quem vem da Baixa de Lisboa, ele serve não apenas como transporte, mas como mirante e ponto turístico.

PRAÇA DO CARMO E RUÍNAS DO CARMO

A Praça do Carmo é um dos cantinhos mais simpáticos da Lisboa. No coração do centro turístico, ele mantém não apenas beleza, como certa tranquilidade. Além da linda praça, ali se localizam as Ruínas do Carmo, com o que há da Igreja de mesmo nome que foi atingida pelo terremoto do século 18 e onde também existe um Museu de Arqueologia.

Praça do Carmo

RUA GARRET

É a principal rua do comércio do Chiado. Em frente a ela estão os Armazéns do Chiado, uma icônica galeria comercial, a Livraria Bertrand e o Café A Brasileira.

LIVRARIA BERTRAND

Em uma das esquinas da rua Garret está a Livraria Bertrand, inaugurada em 1732 e reconhecida pelo Guiness como a mais antiga do mundo.

CAFÉ A BRASILEIRA

Um dos mais emblemáticos cafés de Lisboa. Criado por um português que viveu no Brasil, acabou sendo um precursor do hábito de tomar café na capital portuguesa, onde ganhou a expressão “bica” para pedir um cafezinho. Uma vez que um dos frequentadores mais assíduos era o poeta Fernando Pessoa, existe em frente a ele uma estátua do escritor, que também se tornou uma atração turística.

PRAÇA LUÍS DE CAMÕES

A Praça Luís de Camões é uma bela praça de Lisboa, com uma estátua do autor de “Os Lusíadas” no meio. Cheia de turistas, é bastante animada e marca a divisão de Chiado e Bairro Alto.

BAIRRO ALTO/ PRÍNCIPE REAL - BICA (MIRADOUROS E ASCENSORES)

O Bairro Alto é um bairro com ladeiras charmosas e animadas em Lisboa. No entanto, meu destaque nos arredores dele são dois miradores: o Jardim de São Pedro de Alcântara, entre o Bairro Alto e Príncipe Real, e o Miradouro de Santa Catarina, entre Bairro Alto e Bica. Aliás, a distância entre eles é de 900 metros. 

Além disso, vale lembrar que perto  do Miradouro de São Pedro de Alcântara está a chegada do Ascensor da Glória e perto do Miradouro de Santa Catarina (Largo do Calhariz) está a chegada do Ascensor da Bica. Isso porque, mesmo que você não use um deles como meio de transporte, eles são muito fotografados e quase um ponto turístico na região. 

JARDIM DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA

Esse mirador é um dos meus preferidos de Lisboa. Envolto em um amplo e agradável jardim, como falo acima, fica nos arredores do Bairro Alto e Príncipe Real, perto do Chiado. Se de dia vemos muita vida, crianças brincando, no anoitecer a paisagem fica indescritível. Tem uma vista privilegiada para o Castelo de São Jorge.

MIRADOURO DE SANTA CATARINA

Mais um miradouro de Lisboa. Seu diferencial foi a animação. Vimos muitos jovens contemplando o pôr do Sol de lá (fomos em um sábado).

AVENIDA LIBERDADE E PARQUE EDUARDO VII

Essa parte da cidade é mais moderna e movimentada, no sentido comercial. É onde se concentra a chique Avenida da Liberdade, a Praça Marquês de Pombal e o imperdível Parque Eduardo VII. Por ali, também tem uma Lisboa para quem precisa recorrer às compras. Isso porque além das lojas de grife da Avenida Liberdade, na lateral do Parque Eduardo VII se localiza o El Corte Inglés, um shopping com filial da enorme loja e departamento, cuja sede de mesmo nome fica na Espanha.

AVENIDA LIBERDADE

A Avenida da Liberdade, que liga a Praça dos Restauradores, na Baixa, à Praça Marquês de Pombal, é a mais luxuosa de Lisboa, com lojas de marca caras e hotéis de luxo. Mas, além desse lado de compras, é uma rua bem bonita, larga e bastante arborizada. Assim, acho que vale um passeio por ela. Acho bem tranquilo cruzar sua extensão, mas para quem quiser ver apenas uma parte, é fácil conhecer parte dela em um passeio pela Baixa e a outra parte quando for ao Parque Eduardo VII.

PARQUE EDUARDO VII

Esse parque em frente à Avenida Liberdade e à Praça Marquês de Pombal é um dos meus lugares preferidos em Lisboa. Ao mesmo tempo em que é cheio de turistas, tem um lado tranquilo e cheio de verde na cidade. O imperdível é o Miradouro do Parque Eduardo VII, de onde se tem uma vista do jardim impecável e de toda a cidade, e o Jardim Amália Rodrigues, logo acima dele, com mais espaço verde e banquinhos. Mas, com tempo, vale desbravar outros lugares: depois do Jardim também tem um espaço com  muitas árvores, além de um restaurante, bem como na sua lateral há uma Estufa Fria, com diversas plantas e lagos.

ALFAMA

Alfama é um dos bairros mais característicos de Lisboa, além de ser o mais antigo. Afinal, ele foi fundado pelos árabes séculos atrás e, uma vez que não foi atingido pelo terremoto de 1755, ainda conserva, entre suas ladeiras, prédios antigos e coloridos.

Vale andar com calma pelas suas ruelas, com atenção a alguns monumentos como a Sé de Lisboa, uma igreja do século 12.  No entanto, destaco aqui as atrações que considero imperdíveis por lá:

CASTELO DE SÃO JORGE

Em resumo, é uma das principais atrações de Lisboa. O Castelo, de construção no século 11, mas cujo espaço aparentemente já era ocupado séculos a.C., reúne muralhas medievais, um museu com achados arqueológicos, conta a história da ocupação islâmica de Lisboa e tem uma vista magnífica da cidade. Adicionalmente, possui uma Câmara Obscura, que não estava aberta no dia em que fomos. 

Vale conferir aqui as informações sobre horários e preços do Castelo se São Jorge

MIRADOURO DE SANTA LUZIA E MIRADOURO DAS PORTAS DO SOL

Poucas quadras atrás do Castelo de São Jorge está o Miradouro de Santa Luzia. No dia em que fomos, havia artistas de rua e música, junto aos seus belos azulejos e gazebo, o que me fez considerar este o miradouro mais charmoso de Lisboa.

Logo adiante, está o Miradouro da Porta do Sol, com mais uma bela vista da capital portuguesa.

BAIRRO DA GRAÇA

Ladeira acima da Alfama, a Graça é um daqueles bairros de Lisboa que, mesmo com turistas, ainda conserva seus ares residenciais e onde vemos muitos moradores. Por outro lado, tem se falado bastante dos novos bares/ cervejarias (Oitava Colina e Damas) e restaurantes modernosos (Altar ou Café Aberto, por exemplo) que tem aberto na região, que está se reinventando com opções autênticas. Com tempo, vale um passeio com mais calma por lá.

MURAL DE AZULEJO + PANTEÃO + FEIRA DA LADRA

Nos seus arredores, também ocorre a tradicional Feira da Ladra (no Campo de Santa Clara), às terças feiras e sábados, uma feira de antiguidades e produtos/ souvenirs, em geral. Na lateral desse espaço fica o Jardim Botto Machado e o incrível mural de azulejos do artista André Saraiva, com 188 m e 52738 azulejos pintados à mão! Além disso, logo está o Panteão da cidade.

MIRADOURO NOSSA SENHORA DO MONTE

Esse é um dos principais miradouros de Lisboa. Sua fama se deve à localização no alto do bairro da Graça, o que rende uma vista panorâmica de Lisboa. Trata-se de um miradouro bem antigo, datado do século 12, e que, atualmente, tem uma das “varandas” mais famosas da capital portuguesa.

MIRADOURO DA GRAÇA (MIRADOURO SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN)

Também no bairro, está o Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen, conhecido como Miradouro da Graça, e com mais uma vista espetacular de Lisboa.

CAIS DO SODRÉ

O Cais do Sodré é uma região revitalizada. Ele tinha fama de área portuária com prostituição, porém, hoje em dia, abriga o Time Out Market, o principal mercado gastronômico de Lisboa, além de ser considerado o novo point da noite lisboeta

MERCADO DA RIBEIRA (TIME OUT MARKET)

Trata-se de um mercado tradicional revitalizado que, além dos produtos alimentícios (compramos feijão orgânico lá uma vez), concentra muitos restaurantes bem cotados pela revista Time Out Lisboa (que o reformou). Vale dar uma olhada no site do Mercado nas opções de comes e bebes do mercado.

RUA ROSA (RUA NOVA DE CARVALHO)

Essa rua é um exemplo concreto da revitalização do Cais do Sodré. Isso porque ela era conhecida antigamente pela prostituição e atualmente, depois de uma pintura e de ter sido fechada para pedestres, ela reúne bares e tem fama de ser animada à noite, ainda que a tenhamos conhecido de dia.

Como chegar no Cais do Sodré:

É bem tranquilo de ir andando a partir do eixo Baixa-Chiado. Todavia, tem uma estação de metrô e trem em frente.

ALCÂNTARA

LX FACTORY

A LX Factory é um espaço revitalizado no que era uma área industrial abandonada. Faz a linha cool e tem diversas lojinhas de várias especialidades, a maior livraria de Lisboa (Ler Devagar), cafés, bares e restaurantes. Nossa passagem por lá foi breve. Mas na minha listinha de desejos gastronômicos consta o mexicano no Mex Factory, um brigadeiro no Brigadeirando, o Landeau com seu famoso bolo de chocolate auto intitulado o melhor de Portugal (que eu já provei e aprovei na filial de São Bento), o Café da Fábrica e sobretudo o Rio Maravilha, este com vistão imbatível para o Tejo e aparentemente melhor lugar para curtir um sunset (aliás, penso que seja melhor reservar no site).

Como chegar na LX Factory:

Usando transporte público, o eléctrico 15 E passa por lá. 

PARQUE DAS NAÇÕES

O Parque das Nações é uma região moderna em Lisboa reformada para a Expo Mundial de 98. Dividida em pavilhões temáticos, conta com edifícios bem diferentes do centro histórico da capital.  Um deles é a Torre Vasco da Gama, onde funciona um grande shopping center. No entanto, com o Rio Tejo ao lado, também tem uma forte vertente “área de lazer” com espaços como o Jardim das Ondas, além do Teleférico de Lisboa.

OCEANÁRIO

Além dessas atrações, por lá também fica o Oceanário de Lisboa, já eleito o melhor do mundo e que funciona como uma instituição de pesquisa marinha.

Como chegar no Parque das Nações:

A principal maneira de chegar no Parque das Nações usando transporte público é de metrô. Inclusive, a sua estação de metrô, a Estação Oriente, é enorme e tida como a mais bonita de Lisboa.

PRÍNCIPE REAL, SÃO BENTO, ESTRELA E CAMPO DE OURIQUE: LISBOA LIKE A LOCAL

Esses três bairros certamente estão na lista de melhores para morar em Lisboa. Mas diria que passear por eles também é um programão. Menos turísticos que os demais, é uma delícia percorrer Lisboa como um local. O Príncipe Real, na realidade, tem maior apelo turístico, uma vez que é considerado o bairro cool da capital portuguesa. Ainda assim, a regra aqui é percorrer praças, cafés, descobrir achados gastronômicos e observar a vida real. No período em que “moramos” na capital, ficamos nessa região (quem sabe não seja também sua escolha de onde ficar em Lisboa) e, assim, dou aqui as dicas de passeios baseados nesse período em que lá estivemos:

PRÍNCIPE REAL

Você pode começar o passeio pelo Jardim Botânico de Lisboa, se quiser um pouco de natureza ou se estiver com crianças. De lá, a boa é seguir para o coração do bairro, o Jardim do Príncipe Real, uma simpática praça, com parquinho, uma bela vista da cidade, uma árvore enorme com 20 metros de copa e um quiosque. Se for sábado, tem uma pequena feira de produtos orgânicos (biológicos, como se diz em Portugal) com intenso movimento de moradores.

Jardim Botânico de Lisboa

PRÍNCIPE REAL/ SÃO BENTO

Descendo ladeira abaixo, logo chegará à Praça das Flores, um exemplar de praça pequenino, mas muito acolhedor, foi onde “moramos” em Lisboa. Nos arredores tem alguns cafés, como o Pão de Canela. Uma sugestão é pegar a rua lateral e enfrentar a pequena fila que costuma ter na Nananerella e comprar um sorvete ou um crepe do Baretto, em frente, no compacto Mercado de São Bento e levar para a Praça para degustar enquanto vê a vida passar. Se não se entusiasmar, vale cogitar um bolo na Landeau, pertinho dali, que se intitula o melhor bolo de chocolate de Portugal. Ainda que seja discutível se é o melhor, de fato, é realmente uma delícia.

ESTRELA

Hora de encarar uma ladeira gigantesca e seguir para o Jardim da Estrela. Calma que, na verdade, talvez seja melhor optar pelo caminho que passa em frente à Assembleia da República, um pouquinho mais distante, mas bem menos íngreme. Ao chegar no Jardim, verá um belo espaço verde no centro de Lisboa. Se for fim de semana e estiver Sol, possivelmente você o verá cheio de tapetes tomado por lisboetas curtindo o dia. Em outas palavras, um clima simplesmente maravilhoso! Além de contemplar a natureza, o lago cheio de patos e a animação do quiosque que lá se encontra, não deixe de reparar na bela Basílica da Estrela que fica em frente e da qual certamente se ouvirá os sinos do jardim.

CAMPO DE OURIQUE

Hora de seguir para o Campo de Ourique, uma das áreas residenciais mais gostosas para passear em Lisboa. Isso porque ele tem várias lojinhas de quitutes e opções de cafés e restaurantes. Se rolar uma vontade de degustar um pastel de nata de qualidade, vale uma parada na Pastelaria Aloma. De lá, sugiro partir para o Mercado de Campo de Ourique, uma versão menor do Time Out Market, mas com boas opções de petiscos.

OUTRAS ATRAÇÕES

FADO

Não chegamos a ir a uma apresentação de fado. Mas é um programa que eu tenho interesse em fazer algum dia. Algumas das opções são Casa de Linhares e o Clube do Fado, em Alfama, o Café Luso, no Bairro Alto e a alternativa Tasca do Chico, que conta com unidade nos dois bairros.

GALERIAS ROMANAS DA RUA DA PRATA

Essa atração é concorridíssima, além de só estar aberta em pouquíssimos dias por ano. Ainda assim, vale a pena checar as informações de visitação às Galerias Romanas se você tiver interesse em história, uma vez que parece bem rica. 

COMO MONTAR SEU ROTEIRO EM LISBOA E QUANTO TEMPO FICAR

O ideal, ao montar o roteiro, é ver o interesse nas atrações acima e ver no mapa a proximidade das áreas. E assim fazer o roteiro de acordo com o estilo (se gosta de visitar muitas atrações no mesmo dia ou não, hora da chegada do voo, se curte atrações menos turísticas etc).

De qualquer maneira, deixo abaixo uma ideia para 3, 4 ou 5 dias inteiros em Lisboa. Essa contagem não inclui bate e volta a outras cidades, como Cascais e Serra da Arrábida, por exemplo. Para eles, vale acrescentar 1 dia a cada.

LISBOA EM 3 DIAS INTEIROS

1 – Belém + Time Out Market e/ou LX Factory

2 – Alfama + Baixa + Chiado + fim da tarde nos Miradouros Bairro Alto/Príncipe Real/ Bica

3 – Parque das Nações + Avenida Liberdade e Parque Eduardo VII

LISBOA EM 4 DIAS INTEIROS

4 – Príncipe Real + São Bento + Estrela + Campo de Ourique

OU

4 – Alfama + bairro da Graça (se incluir a feira da Ladra e um passeio com mais calma pelos bairros e/ou fado à noite. Nesse caso, tirar Alfama do dia 2)

LISBOA EM 5 DIAS INTEIROS

1 – Belém + Time Out Market + LX Factory

2 – Baixa + Chiado + Miradouros Bairro Alto/Príncipe Real/ Bica

3 – Parque das Nações + Avenida Liberdade e Parque Eduardo VII

4 – Alfama + bairro da Graça (se incluir a feira da Ladra e um passeio com mais calma pelos bairros ou fado à noite)

5 – Príncipe Real + São Bento + Estrela + Campo de Ourique

ONDE FICAR EM LISBOA

CHIADO

Em resumo, o Chiado é a minha escolha preferida quando o assunto é onde ficar em Lisboa, em uma visita turística de alguns dias. Isso porque, sendo integrante do centro histórico da cidade, acaba por ser aquela Lisboa que esperamos, mas sem perder o charme. Muito pelo contrário. Afinal, são lojinhas, restaurantes, sorveteria, café e livrarias. Apesar de não ser um bairro plano, não tem as ladeiras imensas do Bairro Alto e Príncipe Real, muito menos as da Alfama. Além disso, o Chiado é muito bem comunicado para os demais passeios.

BAIXA

É o centrão da cidade e, por essa razão, perde um pouco no quesito charme em relação ao seu vizinho Chiado. Porém, é uma região plana e extremamente conveniente para turistar. Em outras palavras, se for a sua escolha de onde ficar em Lisboa, será melhor ainda se conseguir ficar na parte mais próxima ao Chiado.

AVENIDA LIBERDADE

A Avenida, que liga a Praça dos Restauradores, na Baixa, até a Praça Marquês de Pombal, é a mais sofisticada de Lisboa, além de ser bem arborizada. Por outro lado, não tem aquela carinha conhecida e esperada do centro histórico. Ainda assim, é uma rua plana (isso sim um luxo na cidade) e, sobretudo a parte mais perto da Baixa, ainda fica conveniente para visitar as principais atrações, sendo bem considerável para escolha de onde ficar em Lisboa.

PRAÇA MARQUÊS DE POMBAL

Os arredores da Praça não nos remetem à Lisboa do nosso imaginário, antiga. E, para chegar ao centro histórico, será necessária uma caminhada de uns 20 minutos, ou uber ou metrô (tem uma estação bem na praça, o que facilita tudo). Por outro lado, muitos hotéis dali tem um excelente custo-benefício. Além disso, a região é colada no belo Parque Eduardo VII e na Avenida Liberdade. Assim, para quem não faz questão de ficar no epicentro turístico, pode ser uma boa opção de onde ficar em Lisboa.

PRÍNCIPE REAL

Foi nossa escolha de onde ficar em Lisboa. Como passamos uma temporada maior, não nos atrapalhou o fato de ele não estar no auge do burburinho, pelo contrário. Assim, pudemos estar num bairro com atrações bacanas, não distantes dos principais pontos turísticos e com uma pegada mais local e interessante. Contudo, para quem tiver apenas alguns dias em terras lisboetas, com interesse nos programas mais clássicos, vale ponderar devido às ladeiras dessa região. Nesse sentido, se conseguir ficar no próprio Jardim do Príncipe Real, melhor (nós ficamos na simpática Praça das Flores, mas só até o Jardim já eram duas ladeiras). Até porque nos arredores do Jardim em si, também se está mais próximo ao animado eixo de restaurantes Coyo Taco, Tapisco e A Cevicheria.

ONDE COMER EM LISBOA

PASTEL DE NATA (PASTEL DE BELÉM)

Felizmente, se você também adora essa iguaria da doçaria portuguesa, não é necessário ir a Belém para encontrá-la. No burburinho do centro de Lisboa tem excelentes opções no mesmo nível do original. Nos quase 3 meses em que passei em Lisboa, provamos diversos e elegi os 10 melhores pastéis de Belém da capital portuguesa aqui.

Pastéis de nata

PASTEL DE BACALHAU (BOLINHO DE BACALHAU)

Ainda que em muitos restaurantes ofereçam o aperitivo, possivelmente o mais famoso (e polêmico) é o da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Ele junta o tradicional  bolinho com o suculento queijo da Serra da Estrela. Apesar de caro (quando fomos estava 4 euros, salvo engano), acho válida a prova. Eu gostei, crocante, quentinho, fresquinho. Ainda assim, mesmo amando os dois ingredientes, prefiro eles separados. 

A saber: fomos na unidade da Alfama (estrategicamente perto do Castelo de São Jorge), mas também há uma unidade no coração da Baixa.

Bolinho de bacalhau, onde comer em Lisboa

MERCADOS

Lisboa tem boas opções de mercados locais que concentram restaurantes bacanas. Conforme falo acima, os mais famosos são o Mercado da Ribeira (Time Out Market) e a LX Factory, que na verdade não é um mercado, mas tem vários restaurantes e bares no mesmo espaço.

Mas voltando aos mercados, também fomos ao Mercado de São Bento, que na verdade é uma pequena galeria. Assim, não vale pelo espaço em si, mas para quem estiver na área, curtimos bastante a culinária de salsicharia austríaca orgânica do Wurst e uma sobremesa de crepre de Nutella no Baretto. O tamanho pequeno do Mercado pode ser compensado pela proximidade com a simpática Praça das Flores, para onde a sobremesa pode ser levada. Já o Mercado de Campo de Ourique faz a linha mercado maior mesmo, como o da Ribeira (ainda que bem menor que este), porém mais local. Em resumo, gostei bastante.

Mercado de São Bento

BACALHAU E OUTROS RESTAURANTES

Não se preocupe se você estiver sonhando em provar um verdadeiro bacalhau em Portugal, já que é comum vê-los nos restaurantes da cidade. Dito isso, nossa escolha foi o João do Grão, que frequentemente é indicado como uma excelente opção, sobretudo de bacalhau na brasa. De fato, ele é tem uma localização bem conveniente, no coração da Baixa lisboeta, mesas ao ar livre e boa variedade. Eu até gostei da experiência e da comida (ainda que não tenha sido o melhor bacalhau que eu provei em Portugal), mas confesso que não achei tão em conta como tinha ouvido relatos (nos disseram que cada porção é mega bem servida, daria para dois. Por sorte, pedimos duas mesmo e foi uma decisão acertada).

Outras opções que seguem firmemente na minha lista para uma próxima oportunidade são o D’Bacalhau, que tem uma espécie de degustação de vários tipos, o que me entusiasmou bastante, além de agora ter uma filial em pleno Chiado. E o Laurentina, não tão no centro turístico (fica próximo do Parque Eduardo VII), mas que por vezes é apontado como melhor bacalhau de Lisboa.

Não especificamente pelo bacalhau, ainda que este também seja elogiado, o Bairro do Avillez é o restaurante da moda no Chiado, super bem cotado. Com 4 ambientes, o Pátio é o que se destina à culinária portuguesa.

Aliás, pertinho do Chiado, mas já nos arredores do Príncipe Real, tem uma sequência de restaurantes simpáticos próximos, como o Coyo Taco, Tapisco e A Cevicheria

Por fim, aos fãs do Hard Rock Café, a unidade de Lisboa fica na Avenida Liberdade, pertinho da Praça dos Restauradores, na Baixa Lisboeta.

Enfim, espero que você tenha curtido as dicas sobre a capital portuguesa, de onde ficar em Lisboa e o que fazer nessa cidade incrível e, assim, aproveite muito a viagem!

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Nanda Gaspar

Nanda Gaspar

Ama viajar, planejar e falar sobre viagens. Incansável na busca da localização perfeita e na logística dos roteiros redondos, curte história, fotografar e conhecer a cultura local. Aproveita o período sabático em Portugal para escrever no blog, entre um parquinho com o filhote e a escolha da próxima cidade medieval, praia paradisíaca ou metrópole enérgica, para te inspirar a viajar mais e melhor.

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