Skip to content

O que fazer em San Andrés: o Caribe colombiano

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Dicas de San Andrés: como chegar, quando ir, informações importantes, sobre e por que ir, o que fazer, quanto tempo, onde ficar e onde comer no caribe colombiano.
Praia de Johnny Cay: o que fazer em San Andrés

Em julho de 2014, fizemos uma viagem para a Colômbia. San Andrés não podia ficar de fora. Lá, tive o meu primeiro contato com o mar caribenho e fiquei super encantada. Afinal, o lugar é lindo! Assim, compartilho nossas dicas: o que fazer em San Andrés e ainda: como chegar, quando ir, informações importantes, sobre e por que ir, quanto tempo, onde ficar e onde comer na ilha.

Inicialmente, destaco alguns positivos na ilha mesmo aos já “iniciados” em Caribe: os tons de azul do lindíssimo mar (com as famosas “7 cores”), a excelente visibilidade para mergulho (mesmo no snorkel vi vários peixinhos), o preço razoável dos passeios, a oferta de voos do Brasil, as compras sem imposto e sobretudo a possibilidade de enriquecer o destino com outro lugar bacana no país, Cartagena. No entanto, vale frisar alguns pontos de atenção, como o fato da ilha não ter uma baita infraestrutura, as opções de onde ficar em San Andrés são inferiores a de outros destinos do Caribe (principalmente hotéis all inclusive) e com um custo benefício não tão atrativos, ou o fato de algumas praias não serem vazias. Essa “simplicidade” não atrapalha a experiência, mesmo assim vale ir sabendo, ainda mais se a vibe fosse de curtir resort, o que não era a nossa.

Aliás, nessa viagem, nossa primeira parada foi em Cartagena, em uma dobradinha perfeita com San Andrés. Se der, uma boa é acrescentar Bogotá neste roteiro, conjugando uma capital, uma cidade colonial e um destino de praia. 

COMO CHEGAR

Não há voos diretos entre o Brasil e San Andrés. Chegamos em um voo da Copa Air Lines (com parada na Cidade do Panamá) a Cartagena (nossa primeira parada), mas a entrada poderia ser neste esquema para San Andrés direto. De Cartagena para San Andrés, fizemos um voo de 1h30. Já para chegar no nosso hotel, no centro histórico, pegamos um táxi do aeroporto por 15 mil pesos colombianos.

QUANDO IR

Estivemos em San Andrés em julho e demos sorte com o clima. Fora uma hora em que o tempo fechou, e caíram alguns pingos, abrindo logo em seguida, nossa estadia foi com Sol.

A temperatura é bem parecida ao longo do ano, mas o ideal é evitar o período entre setembro e novembro, quando há mais chances de chuva e tempestades fortes, ainda que seja raro de ter furacão por lá. Entre janeiro e abril a probabilidade de tempo ótimo é bem maior.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

  • Para entrar em San Andrés, é necessário adquirir uma tarjeta de turismo que vale por toda a estadia, vendida pela companhia aérea antes do último voo para chegar à ilha. Compramos no ckeck-in do voo para San Andrés, em Cartagena, mas também ela é vendida na conexão. Pode ser que a companhia faça a venda ainda no Brasil, mas na conexão é garantido. Leve dólares para a aquisição (pesos colombianos também são aceitos na Colômbia e se for no Brasil, pague em reais).
  • A Colômbia exige atualmente o certificado de vacinação contra a febre amarela.
  • A moeda utilizada lá é o peso colombiano (apesar de o dólar ser pontualmente aceito). Se der, é melhor levar dólares para fazer a troca.

SOBRE E POR QUE IR

O estonteante mar de sete cores, com seus diversos tons de azul, é o grande diferencial de San Andrés. O destino, excelente para mergulho, possui um clima que alterna o sossego caribenho com ritmos animados.

A ilha é um ponto no meio do mar do Caribe, isolado o bastante para ser um autêntico paraíso caribenho. Apesar de estar mais próxima da Nicarágua, ela pertence à Colômbia e como foi inicialmente colonizada pela Inglaterra, os nativos dominam o inglês, além do espanhol e do dialeto local creole. Em Johnny Cay, as cores da Jamaica estão presentes nas barracas e nos acessórios dos locais, talvez pelo fato da ilha ter recebido tantos escravos deste país.

Mar de San Andrés, conhecido como mar de sete cores

QUANTO TEMPO FICAR EM SAN ANDRÉS

Dentro de San Andrés em si são necessários 2 dias para os principais passeios: 1 para Acuario e Johnny Cay e 1 para dar a volta na ilha. No entanto, para calcular o tempo de estadia eu sugiro no mínimo 3 dias inteiros (mesmo para quem vá à ilha conjugando com outro destino na Colômbia), por conta de um eventual mau tempo (ao menos estes passeios citados são primordiais), para relaxar na praia, afinal, você está no Caribe, e para passeios como andar de jet sky ou fazer mergulho profissional, se for o caso.

E se for à Providência, outra ilha pertencente ao Arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina, sugiro incluir mais uns 2 dias.

Além disso, se por acaso o passeio a Cayo Bolívar estiver reaberto, deve-se acrescentar 1 dia inteiro à sua conta.

Explico abaixo em detalhes o que fazer em San Andrés e cada uma dessas atividades.

O QUE FAZER EM SAN ANDRÉS

ACUARIO E JOHNNY CAY

São duas ilhas bem próximas da orla de San Andrés. O acesso se dá de barco, partindo do centro e chega em cerca de 10 minutos. Se você fizer o passeio conjugado, como nós, o barco faz uma parada no Acuario primeiro e depois segue para Johnny Cay.

ACUARIO

O Acuario é uma ilhota para que parece, de fato, um aquário, água calma transparente cheia de peixinhos. Perfeito para fazer snorkel. O lugar é pequeno e estava cheio. Apesar de ter uma infraestrutura simples, há aluguel de equipamentos e guarda-volumes. A cor e limpidez da água – morninha, por sinal – é surreal, fiquei encantada!

A temperatura é bem parecida ao longo do ano, mas o ideal é evitar o período entre setembro e novembro, quando há mais chances de chuva e tempestades fortes, ainda que seja raro de ter furacão por lá. Entre janeiro e abril a probabilidade de tempo ótimo é bem maior.

Acuario: dica sobre o que fazer em San Andrés

JOHNNY CAY

De lá seguimos para Johnny Cay. Praia linda, que azul! Ou melhor, azuis!

O mar é calmo, mas estava com algum movimento, que nem considero onda, mais típico de praia mesmo.

Praia de Johnny Cay: o que fazer em San Andrés

Lá tem mais “serviços”, barracas e cadeiras de praia, além de guarda volumes. Há ainda umas barracas maiores que providenciam almoço aos interessados e acabamos fazendo a nossa refeição em uma delas. Tudo tocando reggae e nas cores da Jamaica.

O que fazer em Johnny Cay, em San Andrés

Recomendo fortemente dar a volta na ilha. Não sei é sempre assim, mas vimos uma Johnny Cay mais deserta. Apesar da ilha ser muito pequena, parece que as pessoas preferiram se concentrar apenas na parte principal. Vimos um cenário mais rústico, com direito a muitos iguanas. 

Fim do dia, os barcos partem de lá. Demos sorte que o barqueiro que nos levou ficou até mais tarde e pudemos ficar com a praia mais vazia.

Ah, fomos em um barquinho cheio de gente, mas é possível fazer passeios privativos, o que deve ser melhor.

Outra dica é levar aqueles sapatinhos de praia, nas duas ilhas tem pedras e corais, e equipamento de snorkel.

Dica sobre o que fazer em San Andrés: mar caribenho

DAR A VOLTA NA ILHA

Alugamos um carrinho de golfe no Centro, onde várias empresas fazem a locação e foi bem simples. Possivelmente os atendentes do seu hotel vão te indicar algum lugar. Saímos de manhã cedo e voltamos no começo da tarde. 

Adoramos fazer esse passeio, parando várias vezes nas belezas da ilha. Nos pontos turísticos, tem que pagar algum trocado pelo estacionamento, mas nada muito caro. 

Contudo, o que mais gostei foi a tranquilidade dos lugares mais afastados, sentir o vento no rosto e as paradas em qualquer praia. Em uma dessas, vimos golfinhos passando no oceano, foi lindo demais!

O que fazer em San Andrés: alugar um carrinho de golfe e dar a volta na ilha
Mar visto no passeio de volta à ilha, do carrinho de golfe
Golfinhos em San Andrés
Golfinhos em San Andrés. Colômbia

Dos pontos mais famosos, fomos a Rocky Cay, uma praia linda e tranquila, conhecida por ter um barco naufragado, imperdível; ao Hoyo Soplador, uma pedra com buraco que jorra água, quando o vento bate, tipo um geyser

Rocky Cay, dica sobre o que fazer em San Andrés
Praia de Rocky Cay, em San Andrés, na Colômbia

Também fomos em La Piscinita e West View, duas “praias” sem areia, com escada para descer no mar. Ótimas pra fazer snorkel e mergulho, com inúmeros peixinhos. É necessário pagar aos donos uma quantia baixa (algo em torno de 10 reais, na época). La Piscinita tem basicamente mesas e cadeiras para deixar suas coisas. Já West View tem um trampolim e um tobogã de madeira (fui nos dois) e um bar maior. Ainda assim, tudo relativamente simples. Vi um forte potencial de ficar bem cheio, mas, como fomos na hora de almoço, foi tranquilo. Saindo vi os ônibus de turismo chegando…

Aliás, quem se interessar em fazer Aquanautas (mergulho com uma espécie de capacete), o lugar é lá também, mas acabamos não tenho a experiência!

Dica sobre o que fazer em San Andrés: La Piscinita
La Piscinita, em San Andrés, Colômbia
West View, ótima dica sobre o que fazer em San Andrés
West View, em San Adrés, na Colômbia

CAYO BOLIVAR

É uma ilhota linda e deserta, mas que está fechada atualmente, sem previsão de abertura, por conta dos danos ao meio ambiente causados pelo turismo em massa. Mas vale conferir na época de planejar a viagem se há alguma previsão e, se for ocaso, reservar um dia para o passeio.

 

PROVIDENCIA

Desde Cartagena só nos falaram bem deste lugar. Mas não tinham mais passagens de avião (que parece ser pequeno). O voo é feito pela empresa Satena e, quando fomos, o hotel Decameron também vendia o passeio. O trajeto de barco foi muito mal recomendado, nos disseram que a maioria passa muito mal, fora o deslocamento ser muito demorado, então nem cogitei.

Cayo Cangrejo, passeio feito a partir de Providencia, pelas fotos, é lindo. Mas conheço quem tenha ido e garanta que as praias de San Andrés são ainda mais bonitas e não compensaria o deslocamento. Aos interessados em conferir, vale frisar que a ilha de Providencia é mais roots que San Andrés (o que tem seu lado positivo, de “paraíso intocado”), e com menos infraestrutura (o que tem seu lado negativo, como por exemplo, um banho de água doce e quente ser mais raro). Imagino que 2 dias para conhecer a ilhota esteja de bom tamanho.

ONDE FICAR EM SAN ANDRÉS

Nossa escolha de onde ficar em San Andrés foi no Centro (na orla) e considerei a localização ideal: com os melhores restaurantes, comércio, aluguel de carrinho de golfe, mais perto do aeroporto e da praia Peatonal – Spratt Bight. Achei a parte entre o aeroporto até chegar a quadra antes da praia meio feia, mas a orla é bem bonita e agradável.

Tivemos uma experiência com o hotel em que ficaríamos inicialmente frustrante, assim que chegamos. Então, escolhemos já lá, meio que por acaso, o Hotel Casablanca. Demos sorte porque me parece a melhor opção de hospedagem na ilha. Bonito, localização perfeita, na esquina da orla (praia Peatonal – Spratt Bright, a principal da ilha), piscina, quartos espaçosos, ótimo café da manhã. Escolhemos ficar sem all inclusive.

Outra linha de onde ficar ma ilha é se hospedar longe do centro, o que pode ser interessante pela tranquilidade, mas me pareceu pouco prático.

A quem quiser investir em resorts, a rede Decameron domina a ilha nesta linha de hospedagem. No entanto, não são resorts tão luxuosos como os de Cancun ou Punta Cana. 

ONDE COMER EM SAN ANDRÉS

A ilha tem algumas opções de restaurantes bons, mas nada comparado a maravilhosa cena gastronômica de Cartagena. Comemos muitos frutos do mar e provamos o típico arroz de coco.

O grande destaque vai para o jantar no La Regatta, um programa imperdível na ilha. Ainda que a comida não seja nada de outro mundo, o restaurante fica sobre o mar e é possível ver peixinhos. Não achei muito mais caro que os outros que fomos, então achei que valeu muito a pena. Como se trata quase um ponto turístico, convém reservar.

Também almoçamos no restaurante do Hotel, o Casablanca e a comida estava boa. De resto, fora as refeições nos passeios, tomamos um café no Juan Valdez Café, afinal estávamos na Colômbia, e lanchamos um hambúrguer no El Corral.

Almoçar no Donde Francesca também foi uma recomendação que nos fizeram. Ele é badalado pela comida caribenha, mas sobretudo devido a praia que fica em frente. No entanto não achamos o restaurante quando demos a volta na ilha e acabamos não insistindo.

Apesar de não termos ido (nem sei se já existiam quando estivemos), me falaram muito bem do Peru Wok e do Capitan Mandy.

Por fim, espero que as dicas sobre o que fazer em San Andrés tenham te inspirado a conhecer o destino. E aí, quem se animou  conhecer o Caribe colombiano?

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Nanda Gaspar

Nanda Gaspar

Ama viajar, planejar e falar sobre viagens. Incansável na busca da localização perfeita e na logística dos roteiros redondos, curte história, fotografar e conhecer a cultura local. Aproveita o período sabático em Portugal para escrever no blog, entre um parquinho com o filhote e a escolha da próxima cidade medieval, praia paradisíaca ou metrópole enérgica, para te inspirar a viajar mais e melhor.

No comment yet, add your voice below!


Add a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa Newsletter