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O que fazer em Paris: guia completo

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Guia completo com nossas dicas de Paris: sobre o destino, como chegar, como se locomover, onde ficar, o que fazer e como montar seu roteiro.

Em setembro de 2013, estivemos em Paris. Inicialmente, confesso que, do táxi do aeroporto, achei a cidade grande para o que esperava ter tantos cantinhos de charme. Mas bastou a primeira hora por lá, até eu entrar, por acaso, em um beco daqueles de filme, que eu entendi a sua fama de magia e romantismo. Clichê, não é mesmo? Porém, é verdade. Conhecemos os principais pontos turísticos e, além disso, nos perdemos pelos seus bairros mais bacanas. Assim, compartilho aqui o que fazer em Paris, com mapa, para ajudar no roteiro. Além disso, separei outras dicas, como onde ficar em Paris.

SOBRE PARIS

Antes de mais nada, Paris é uma das cidades mais visitadas do mundo e, dessa maneira, aquela em que boa parte dos viajantes sonham em conhecer. E muitos em voltar. Ver a Torre Eiffel de perto ou nem de tão perto assim, quando ela contorna a paisagem da cidade, é simplesmente emocionante. Mas, além dos pontos turísticos, é uma cidade para andar pelas ruelas menores, sem maiores compromissos. E parar com calma em um dos seus cafés nas calçadas da rua. Certamente é uma das cidades mais bonitas e elegantes que existem. No entanto, Paris é também uma cidade grande, onde também há uma enorme diversidade de museus, restaurantes e culturas.

COMO CHEGAR

Nosso voo fez conexão em Madri, mas existem companhias aéreas que fazem voos diretos a partir de várias capitais brasileiras. Também é possível chegar de trem em Paris, com tempo aceitável de outras capitais europeias como Londres, Bruxelas ou Amsterdam.

Do aeroporto Orly, por onde chegamos, para o centro de Paris, nos permitimos ir de táxi. Custou 30 euros e o preço é tabelado (30 euros para a margem esquerda e 35 para a margem direita). Pelo que pesquisei, há 2 ônibus com estações limitadas: o OrlyBus ou o Le Bus Direct. O trem não chega no aeroporto e seria necessário pegar o monotrilho OrlyVal e depois o trem suburbano RER B. Cada uma dessas opções custa na faixa de 10-15 euros por pessoa e, assim, para quem viaja em dupla, já compensa custo-benefício do táxi.

Pelo Charles de Gaulle, que é o principal aeroporto de Paris, o táxi seria mais caro. Seriam 50 euros até a margem esquerda ou 55 euros até a margem direita. As outras opções são os ônibus Roissybus  (direto até a Opera Garnier) e o Le Bus Direct (à Torre Eiffel ou a Gare Montparnasse). Ou ainda o trem suburbano RER B que leva ao centro de Paris e permite integração com metrô (Gare du Nord, Chatêlet Les-Halles, St. Michel Notre-Dame, Luxembourg, Port-Royal e Denfert-Rocherau). Vale conferir nos sites destacados os valores atualizados, mas os ônibus ficam na faixa de 12-18 euros e o trem 12 euros por pessoa.

COMO SE LOCOMOVER EM PARIS

Em resumo, a minha sugestão é se organizar para passear por regiões e andar a pé o máximo possível. E usar o metrô apenas para distâncias longas (Montmartre, ir a Torre, se estiver distante dela, ou a volta dos passeios) e o RER (trem) para Versalhes.

Quanto ao metrô, existem inúmeras linhas que te levam a qualquer canto da cidade. Além das opções de tickets individuais do Ticket T+, você pode comprar um carnê com 10 e lucrar alguns centavos de euro, além de não precisar comprar os bilhetes toda hora. Também vale baixar algum app (como o Ratp, por exemplo) ou ao menos salvar um mapa do metrô de Paris

Eu realmente não acho que aqueles ônibus de turismo valem a pena em uma cidade como Paris. A ideia de se locomover com o passe de barco pelo Sena é interessante, mas acho que pode não ser tão prático, e que seria mais cômodo passear pelo rio apenas pelo passeio e não como meio de transporte. 

Dica como sobre se locomover em Paris

ONDE FICAR EM PARIS: MELHORES REGIÕES

ENTENDENDO OS ARRONDISSEMENTS E BAIRROS DE PARIS

A cidade se divide em regiões chamadas arrondissements, que são numeradas em sentido espiral e, dessa maneira, os números mais baixos acabam por corresponder à proximidade do centro. Nesse sentido, uma dica ao pesquisar onde ficar em Paris é checar os dígitos finais do código postal do endereço, que são justamente o número do arrondissement. Além disso, partes dessas regiões, por vezes, recebem um nome, como um nome de bairro, que tem características próprias.

Nossa escolha de onde ficar em Paris foi Saint Germain de Press, no 6º arrondissement, e, em resumo, achei a localização perfeita. Enfim, falo abaixo mais detalhes das nossas percepções:

SAINT GERMAIN, QUARTIR LATIN, LE MARRAIS: CHARMOSOS E RELATIVAMENTE CENTRAIS

Saint Germain De Press é um bairro que se divide entre a fama de intelectual e de luxuoso. Nele está o Jardim de Luxemburgo, além dele estar relativamente perto de atrações como a Notre-Dame e do Louvre. Ficamos coladinhos na animada e simpática Rue de Buci e perto da Boulevard Saint Germain, com os cafés mais tradicionais da cidade e farto comércio. A desvantagem é o preço, mas achamos um Air Bnb com bom custo-benefício.

Nessa linha, temos o vizinho dele, o bairro da Sorbonne, o Quartier Latin, no 5º arrondissement. Parece ser uma extensão de Saint Germain, mas mais jovem e menos pomposo, e também um pouco mais em conta, ou seja, uma ótima escolha sobre onde ficar em Paris.

Do outro lado do rio, fica o Le Marrais, entre o 3º e 4º arrondissement, que é um bairro bonitinho e da moda, listado por muitos como o cantinho favorito na cidade. Apesar de ter gostado e até cogitar para uma volta a Paris, simpatizei ainda mais com Saint Germain e Quartier Latin para hospedagem em Paris.

MONTMARTRE: CHARMOSO MAS AFASTADO

 Montmartre é uma graça de bairro e a cara de Paris. Porém, é afastado do centro e até para pegar metrô tem que descer as suas ladeiras ou escadarias. Se for a sua escolha de onde ficar em Paris, vale conferir as ruas charmosas do alto do  bairro, uma vez que a parte baixa é mais feia e cheia de cabarés.

Apesar de não ter conhecido, Canal Saint Martin parece ser bem bonitinho e animado, mas não é tão central quanto os primeiros que citei.

CHÂTELET/LES HALLES: O MAIS CENTRAL MAS MENOS CHARMOSO

No coração do centro de Paris e com um metrô muito bem comunicado, os arredores do Châtelet/Les halles é o lugar mais prático pra bater perna pela cidade. No entanto, como escolha de onde ficar em Paris, perde em termos de charme, uma vez que é o centro da cidade. 

OUTRAS REGIÕES

Os 7º arrondissiment tem nada mais nada menos que a Torre Eiffel, que por si só é um fator e tanto para escolha de onde ficar em Paris, e eu levaria isso em conta. Mas em termos de bairro, Saint Germain, Quartier Latin e o Marrais me pareceram mais bacanas.

A Champs Elisee, é a avenida mais emblemática e chique da cidade, o que também é um ponto a se considerar, além de ter uma localização central, mas também acho que em termos de “bairro” perde um pouco.

Etoille tem fama de ter bons restaurantes mas não andei tanto por lá.

Já a Bastille e parte de Montparnasse (de preferência a parte mais perto do Jardim de Luxemburgo) parecem ter uma localização razoável e preços um pouco mais em conta.

Dica sobre onde ficar em Paris

PASSES DE ATRAÇÕES EM PARIS

Os principais passes são o Paris Pass e o Paris Museum. O primeiro inclui muita coisa: transporte (inclusive o ônibus de turismo) e acesso a várias atrações e por isso é um passe caro. Não achei que vale a pena, a menos que você queira maratonar freneticamente tudo o que tem na cidade ou ainda se tiver interesse nos transportes turísticos, o que não era nosso caso. Já o Paris Museum costuma valer a pena a quem quer entrar em alguns museus e em atrações específicas como o Panteão ou subir o Arco do Triunfo. Mas vale ponderar, para uma pessoa que não faz questão de bater ponto em todos os pontos turísticos, por exemplo, entrando apenas no Louvre, no jardim do Rodin, além de subir a Torre Eiffel (que não está incluída) e de priorizar atrações gratuitas não compensa. Ou seja, vale fazer as contas. Nós não usamos.  

O QUE FAZER EM PARIS

VISITAR OS PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS DE PARIS

PALÁCIO E JARDIM DE LUXEMBURGO

 É um Palácio do século 17 em um parque público. Nele, há muito verde e flores coloridas daquelas bem fotogênicas. Apesar de ser uma atração turística, vimos muitos locais se exercitando, além de pequenos parienses brincando. É um ótimo local para, em dias bonitos, levar uma baguete e uns quitutes para fazer um lanche na grama. Foi um dos lugares que mais curti na cidade.

Jardim de Luxemburgo: dica sobre o que fazer em Paris

RIO SENA

 Boa parte das atrações turísticas ficam ao longo do rio. No entanto, reserve um tempo para andar pelas margens dele em si, observando os tradicionais bouquinistes de paris, aquelas barraquinhas verdes que vendem livros usados, gravuras, cartões postais e produtos antigos, em geral.

Vale aproveitar ainda para contemplar as pontes mais emblemáticas da cidade, como a Pont Neuf, a mais antiga, e a Pont des Arts, aquela que abrigava cadeados (elas ficam perto da Notre Dame), além da Pont Alexandre III, considerada a mais bela, com todos os seus ornamentos dourados (fica na altura dos Invalides).

Rio Sena: sugestão sobre o que fazer em Paris

CATEDRAL DE NOTRE-DAME

 Rodeada pelo rio Sena, a Catedral de Notre-Dame é um símbolo de Paris, sendo uma das maiores e mais antigas do mundo no estilo gótico (suas torres tem 69 metros e sua construção se iniciou no século 12). Com uma importância histórica imensurável, ela coleciona momentos como a execução do último grão-mestre templário, a coroação de Napoleão Bonaparte e a beatificação de Joana d’Arc, além de ter sido pano de fundo para diversos movimentos sociais, inclusive da Revolução francesa. Além disso, foi cenário do livro o “Corcunda de Notre-Dame”, de Victor Hugo, que posteriormente foi adaptado pela Disney. Sem dúvida, foi uma das atrações da cidade que mais me impressionou. Infelizmente, com o incêndio de 2019, a atração está fechada. Ainda assim, considero imperdível contemplá-la.

Notre Dame, sugestão sobre o que fazer em Paris

MUSEU DO LOUVRE

 O Louvre é nada mais nada menos que o maior museu de Artes de todo o mundo. Em outras palavras, é um ícone de Paris, onde, além do museu em si, também está a sua famosa pirâmide na entrada.

A saber, ele tem uma enorme extensão, e uma visita completa renderia muito tempo. Assim, uma sugestão a quem não for dedicar tantas horas é: listar os principais interesses do que ver, além da Mona Lisa e ver a localização. Algumas dentre as tantas obras memoráveis, fora o emblemático quadro de Leonardo da Vinci, são: a Vênus de Milus, o Código de Hammurabi, a Esfinge de Tanis e a Coroação de Napoleão. Você pode baixar o app do museu ou o mapa no site (na entrada também distribuem uma versão em papel)

Quanto ao ingresso, é primordial comprar com antecedência para evitar filas. Adicionalmente, você pode reservar áudio guia .

Uma boa ideia é, depois de visitar o Louvre, dar uma volta no Jardim de Tulleries, na Place de la Concorde (principal e maior praça de Paris) e a Place-Vendôme (praça luxuosa com diversas lojas e o sofisticado hotel Ritz).

Louvre: o que fazer em Paris
Ver a Mona Lisa: dica imperdível sobre o que fazer em Paris

CHAMPS-ELYSÉES

Uma das avenidas mais famosas de Paris, a Champs-Elyséé liga a Place de la Concord ao Arco doTriunfo. Conhecida por abrigar as mais importantes lojas de grife do mundo, ela também chama atenção pela imensa beleza, com as clássicas árvores de castanheiros da índia.

Champs Elysee: sugestão sobre o que fazer em Paris

ARCO DO TRIUNFO

 O icônico monumento, inaugurado em 1836, foi construído para celebrar as vitórias de Napoleão Bonaparte.  Na base do Arco do Triunfo está o Túmulo do Soldado Desconhecido e a Chama Eterna, uma homenagem aos soldados mortos na Primeira Guerra Mundial. Com 50 metros de altura, é possível chegar ao seu terraço, após subir a escadaria em caracol em seu interior e ter uma vista panorâmica. Nós optamos por não subir já que vimos Paris do alto em outras ocasiões.

Arco do Triunfo

TORRE EIFFEL

Construída por Gustave Eiffel para a Exposição de 1889, a Torre acabou por se tornar um símbolo de Paris e é simplesmente um dos monumentos mais famosos e visitados do mundo.

Cenário de tantos filmes, é possível subir no monumento. O ingresso deve ser adquirido com antecedência no site a fim de evitar as imensas filas. Ele pode abranger uma visita ao segundo andar ou também incluir o acesso ao seu terceiro e mais alto patamar, o que foi a nossa escolha. Aliás, uma vez que a visita é por hora marcada, eu escolhi o horário um pouco antes do anoitecer. Apesar do dia estar um pouco nublado, valeu muito a pena, pois tivemos a vista de Paris de dia, bem como da noite, com a acender das luzes. Ou seja, se você também curtiu essa dica, vale consultar a hora do fim do pôr do Sol, antes de adquirir os ingressos.

Já para ver a Torre Eiffel, certamente um dos melhores locais é a esplanada do Trocaderó. Assim, descemos nessa estação e depois de contemplar o principal ponto turístico da cidade, fomos andando em poucos minutos até ele. Em outro dia também fotografamos a Torre da Champs des Mars.

Subir a Torre Eiffel: dica sobre o que fazer em Paris

GALERIES LAFAYETTE E OPERA

 As Galeries Lafayette são a loja de departamento mais famosas de Paris, com a comodidade de produtos de todo o tipo concentrados no mesmo espaço. É verdade que eu não achei os preços tão em conta, mas mesmo assim abasteci alguns itens de maquiagem, por exemplo. Além disso, ela tem uma cúpula magnífica e, nada mais nada menos, que um rooftop – de graça – com uma vista espetacular de Paris, onde também se encontram bares e restaurantes que mudam a cada ano.

Pertinho dela está a Ópera de Paris

Terraço das Galeries Lafayette, sugestão sobre o que fazer em Paris

PLACE DE VOGES

 A mais antiga praça planejada de Paris – datada de 1612 – serviu de cenário para a celebração do casamento de Luís 13 com Ana de Habsburg.  Certamente, nos dias atuais, ela é uma das mais bonitas e agradáveis para um passeio. Ao redor dos jardins, estão os imóveis com as clássicas fachadas de tijolos vermelhos e as belas arcadas. Aliás, em um deles morou o escritor Victor Hugo e por essa razão é onde funciona um museu em sua homenagem.

Passear na Place de Voges, dica sobre o que fazer em Paris

SACRÉ COUER

 A basílica de Sacré Couer de Paris é uma imagem clássica da cidade: branca, com estilo romano-bizantino e uma imponente cúpula central (com 83 metros de altura), no alto da colina do bairro de Montmarte. Ela foi construída entre o final do século 19 e começo do século 20, tendo sido consagrada em 1919, com o fim da Primeira Guerra Mundial. O acesso ao seu interior é de graça, já para subir na cripta é pago, porém não interessamos, já que o bairro já proporciona belas vistas da cidade.

Para chegar lá em cima, é necessário pegar um funicular ou subir uma escadaria, como fizemos, que já rende várias vistas espetaculares. Nesse sentido, porém, só vale ter atenção aos vendedores que tentam pregar um golpe no turista: de colocar uma pulseirinha do seu braço e depois forçar uma barra para que você pague. Enfim, nós caímos nessa e a dica é simplesmente não parar, seguir andando.

Visitar a Sacre Couer: dica sobre o que fazer em Paris

PLACE DU TERTRE

 Andar pela Place du Tertre é um dos programas imperdíveis em Paris, com uma atmosfera única e tão característica da cidade. Afinal, são artistas de rua, músicos, desenhistas, que rendem um clima super animado ao local.

Place du Tertre: dica sobre o que fazer em Paris

PASSEIO DE BARCO PELO RIO SENA

 Um dos meus passeios preferidos pela Cidade Luz foi fazer um passeio de barco pelo Rio Sena. Eles saem dos pés da Torre Eiffel e compramos na hora mesmo. Escolhemos um barco mais simples  da Vedettes de Paris, sem refeição (ao meu ver pode acabar sendo furada) mas que era possível ir ao ar livre (em setembro não estava muito frio) e o preço foi algo na faixa 15 euros por pessoa, com duração de 1 hora. Como fomos à noite, foi maravilhoso ver todos os monumentos iluminados, bem como o movimento das margens do Sena (tinha até uma festinha rolando). E tudo sem aquela “obrigação” de conhecer nenhum ponto turístico, só para relaxar!

Passeio de barco pelo Rio Sena: dica sobre o que fazer em Paris

OUTRAS ATRAÇÕES

Uma das atrações em que não entrei, mas que parece interessante é a Sainte-Chapelle, um templo gótico construído no século 12, com vitrais memoráveis, e que abriga antigas relíquias de Jesus Cristo que o rei tinha comprado de Constantinopla. Outra mais inusitada são as Catacumbas de Paris, um ossuário localizado nos túneis subterrâneos da cidade.

BAIRROS PARA PASSEAR

MONTMARTRE

 Montmartre foi, durante o século 20, reduto de artistas e intelectuais que se reuniam em cafés e cabarés da região. Hoje, o bairro boêmio é uma delícia para um passeio de tarde. Confesso que a primeira impressão que tive não foi das melhores, uma vez que a subida a Sacre Couer, pelo caminho principal, é um aglomerado meio caótico. Mas logo minha opinião mudou ao cruzar as ruelas cheias de charme e ver as vistas.

Logo no começo do bairro está o Muro do Eu te Amo (Le Mur des je t’aime ou Wall of Love), uma parede de 40 m² com a expressão “eu te amo” em diversas línguas. Já mais no alto da colina está o fotogênico Carrossel vintage do bairro. Depois de passar pela Basílica de Sacre Couer e pela Place du Tertre, a ideia é se perder pelas ruelas mais charmosas do bairro, já com um pouco menos de turistas, pelos cantinhos fotogênicos (nesse sentido, o restaurante Le Consulat é um que é famoso, além da Rue l’Abreuvoir), apreciar a vista magnífica, com a Torre Eiffel ao fundo, e que estão entre as mais bonitas de Paris. Se for fim de tarde, nem se fala! Na volta, vale uma parada no Café des Deux Moulins, se for fã do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulin e esticar até o Moulin Rouge, para uma foto no icônico cabaré.

Passear por Montmartre, ótimo passeio em Paris

SAINT GERMAIN DE PRESS

 A região de Saint Germain de Press foi onde decidimos nos hospedar em Paris e te digo que o bairro é maravilhoso e vale um passeio. Hoje, ela é repleta de lojas luxuosas mas também tem um lado literário e histórico: suas ruas e cafés foram frequentadas por Hemingway, Sartre, Simone de Beauvoir e tantos outros.

Nosso primeiro cantinho conhecido foi o Couer du Commerce Saint-André, um beco cheio de charme daqueles que esperamos de Paris. Por lá fizemos a nossa primeira refeição em um lugar aleatório, que valeu muito pela localização. Mas hoje teria dado uma chance ao Le Procope, o café mais antigo de Paris, frequentado por Napoleão Bonaparte. Dizem que a sopa de cebola é divina. Pertinho fica a rue de Buci, imperdível, super animada com cafés e farto comércio, além de uma apresentação de música ou outra que pode rolar pelas esquinas. A Boulerd Saint Germain, a rua principal, abriga os cafés mais clássicos de Paris: os cafés de Flore e Les Deux Magots, frequentados pela elite literária e intelectual de Paris. Além disso, são diversos monumentos e praças, vale se atentar a bela Abadia de Saint Germain, ao teatro Odéon e obviamente ao Palácio e Jardim de Luxemburgo. 

Saint Germain de Press: sugestão excelente de onde ficar em Paris

QUARTIER LATIN

O Quartier Latin é um bairro cheio de história com a fama de boêmio e animado, além de ter diversas livrarias.

Isso por conta da Sorbonne, a universidade mais antiga de Paris, que existe desde 1200. Além dela, nele fica o Panteão de Paris. Quanto às livrarias, uma das mais icônicas é a Shakeaspere & CO. Inclusive ela já apareceu em filmes como o “Antes do Pôr do Sol” e “Meia Noite em Paris”. Aliás, ainda sobre esse filme, a rua em que o personagem principal entrava num carro e se transportava para décadas antigas também fica na região: é a Rue Montagne St. Genevieve.   Não chegamos a conhecer, mas a Rue Mouffetard, é considerada uma das mais pitorescas, charmosas e antigas da cidade. Também ficou para uma próxima ida à cidade uma visita ao Jardim de Plantes e tomar um chá na Mesquita de Paris.

Quartier Latin: dica excelente de passeio e de onde ficar em Paris

LE MARRAIS

 O Le Marrais é a região cosmopolita e descolada de Paris.

Nele está o Hôtel de Ville, a prefeitura de Paris, e os Arquivos Nacionais, que surgiram após a Revolução Francesa, e foi onde começamos nosso passeio. Outra atração da região é o Centre Georges Pompidou e, mesmo para quem não gosta de arte moderna, é um edifício bem discrepante dos demais prédios parisienses, além de ter uma bela vista da cidade. Uma atração que adorei ter conhecido por lá foi a Place de Voges, como falo acima. Mas além da praça e dos museus (o Picasso, Victor Hugo e o Carnavalet também ficam no bairro), o bacana é andar pelo comércio, provar as opções de brunches e creperias (escolhemos uma aleatória) e andar pelas ruas charmosas, como a bela Rue des Barres.

Le Marrais: dica de passeio e sobre onde ficar em Paris

OUTROS BAIRROS

 Não chegamos a visitar esses bairros, mas com mais tempo na cidade, podem ser uma opção de passeio. O Canal Saint-Martin tem fama de ficar animado na primavera/verão. Já La Defénse seria mais para quem tiver curiosidade em ver a Paris empresarial, com arranha-céus tão diferentes da arquitetura do resto da cidade.

MUSEUS

Paris é uma cidade grande e cosmopolita, logo tem uma boa variedade de museus. Ainda assim, de uma maneira geral, recomendo museus a quem tiver tempo suficiente depois de explorar as ruas da cidade ou realmente tiver interesse nos temas. Nós fomos, além do imperdível Museu do Louvre, ao Museu Rodin, ao Museu de Orsay e ao Geoges Pompidou.

Museu Rodin

Sabe aquele lugar charmoso e agradável com obras ao ar livre? Pois bem, o jardim do Museu de Rodin é assim e eu adorei ter conhecido! O museu concentra muitas obras do escultor, além de seus desenhos, fotografias e coleções particulares. Quando fomos, o prédio principal do museu – o Palácio do Hotel Biron, onde o artista morou – estava em obras. De qualquer maneira, esculturas como o Pensador e Porta do Inferno ficam no jardim e o acesso a esta parte ao ar livre custa apenas 1 euro!

Museu Rodin: dica sobre o que fazer em Paris

Museu d’Orsay

O Museu d’Orsay está localizado em uma antiga estação de trem e apresenta arte do fim do século 19 ao começo do 20, incluindo seu grande destaque, as obras dos impressionismo e pós-impressionismo. Por lá, vemos obras de artistas como Renoir, Cézanne e Monet.

Museu d'Orsay

Centre Georges Pompidou

O Centro Georges Pompidou é um complexo onde está localizado o Museu Nacional de Arte Moderna. Mesmo não sendo tão entusiasta desse estilo, acabamos indo nele para ver a sua arquitetura diferente e tão discrepante em Paris, com seus canos aparentes, bem como uma vista bem bonita de Paris. Ainda assim, uma vez que a cidade possui boas paisagens de graça, sugiro a entrada a quem tiver interesse em arte moderna.

Pompidou

Outros museus que destacaria, apesar de não ter ido são: o Museu Picasso, o Museu Carnavalet, dedicado à história de Paris, o Museu de l’Orangerie, onde estão os famosos painéis das ninfeias de Monet e o Museu de Victor Hugo, na casa em que o escritor morou.

VERSALHES

Depois de conhecer Paris, é possível, a quem tiver mais tempo, pensar em fazer algum passeio bate e volta.

Nós escolhemos visitar Versalhes, uma cidade nos arredores de Paris, onde se localiza o Palácio de Versalhes e seus jardins. É um programa espetacular, que une beleza (tanto da arquitetura do complexo quanto dos impressionantes jardins) e história. Afinal, a atração, que é declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, nos mostra a riqueza e luxo da realeza que lá viveu até a Revolução Francesa.

Chegamos de trem pela linha RER C e descemos em Versailles Rive Gauche.

Outras opções de bate e volta são Giverny e os Jardins de Monet ou a Disney Paris.

Versalhes: imperdível bate e volta de Paris

ONDE VER PARIS DO ALTO E DE GRAÇA: DICAS

Em resumo e consolidando o que falei acima, Paris tem muitos lugares para ser vista de cima e de graça: Montmartre, o Terraço das Galeries Lafayette e o Trocaderó (este com vista especificamente para a Torre, sendo frequentemente considerado o melhor lugar para fotografá-la).

Vista do terraço das Galeries Lafayette: dica sobre o que fazer em Paris

Aliás, a Torre é bem fotogênica mesmo sem ser do alto, seja da frente dela (do verde Champ de Mars) ou do Rio Sena, vista durante o passeio de barco.

A quem quiser pagar, nossas escolhas para contemplar a cidade foram: Torre Eiffel e Pompidou (que achei válido mais para quem se interessa na temática de arte moderna do museu). Outras opções, que não fizemos são:  Notre Dame (fechada no momento), Torre de Montparnasse (um prédio alto com fama de feio, mas que rende um visual legal) e o Arco do Triunfo.

COMO MONTAR SEU ROTEIRO EM PARIS E QUANTO TEMPO FICAR

A melhor maneira de montar um roteiro por Paris é ver as atrações listadas e o interesse nelas, sobretudo em museus e em andar pelos bairros mais pitorescos da cidade. Em seguida olhar no mapa a proximidade para traçar um roteiro.

Quanto ao número de dias, depende, além do interesse nas atrações e do ritmo de viagem de cada um. Cruamente as atrações turísticas principais poderiam caber em 3 dias, mas recomendo fortemente manter um passeio mais descompromissado por alguns bairros da cidade. Assim, imagino que sejam necessários no mínimo 4 dias inteiros (fora chegada e saída) em Paris para visitar o essencial e passear pelos bairros que conhecemos. Se a ideia for entrar em muitos museus, visitar outros bairros (como o Canal Saint Martin, por exemplo) ou simplesmente fazer as coisas com mais calma, o ideal seria dedicar no mínimo 5 dias inteiros.

Além disso, se for a Versalhes (o que acho válido), acrescentar mais 1 dia.

PARIS EM 5 DIAS COM IDA A VERSALHES

Uma sugestão dentre as inúmeras possibilidades de roteiro (se tiver mais um dia para essas mesmas atrações, melhor ainda):

1 – Louvre, Champs Elyséé, Arco do Triunfo, Galeries Lafayette

2 – Rio Sena/Notre Dame + Le Marrais +Torre Eiffel

3 – Quartier Latin e Saint Germain de Press (+ Rodin) + passeio pelo Rio Sena à noite

4 – (d’Orsay) + tarde em Montmartre

5 – Versailles

Enfim, espero que você tenha curtido as dicas sobre o que fazer em Paris e aproveite muito a Cidade Luz! Com muita atenção não apenas para  onde ficar em Paris, mas também por onde passear e se perder por ela!

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Nanda Gaspar

Nanda Gaspar

Ama viajar, planejar e falar sobre viagens. Incansável na busca da localização perfeita e na logística dos roteiros redondos, curte história, fotografar e conhecer a cultura local. Aproveita o período sabático em Portugal para escrever no blog, entre um parquinho com o filhote e a escolha da próxima cidade medieval, praia paradisíaca ou metrópole enérgica, para te inspirar a viajar mais e melhor.

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